domingo, 27 de novembro de 2011

Fado Agora É Patrimônio Imaterial da Humanidade



Hoje o Fado foi elevado à categoria de Patrimônio Imaterial da Humanidade, pela Unesco, através da declaração do VI Comitê Intergovernamental desta organização internacional. Esse estilo de música, contam, se remete aos cânticos dos Mouros, que permaneceram no bairro da Mouraria, em Lisboa. Sua maior interprete foi sem dúvida Amália Rodrigues, que popularizou o fado com letras de grandes poetas como Luis de Camões, Pedro Homem de Mello, entre outros. As letras sempre falam de amor, ciúme, melancolia, nostalgia, saudade, paixão, arrependimento e são acompanhadas de solos lamentosos da guitarra portuguesa, um belíssimo som. Vale ver e ouvir "Canção do Mar", com Amália Rodrigues.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Séraphine de Senlis, A Artista Naife




Procurava por filmes sobre artistas plásticos e tive a grata surpresa de encontrar "Séraphine de Senlis", (2009), que conta a vida dessa artista plástica francesa (1864-1942), descoberta pelo colecionador, galerista e crítico de arte alemão Wilhelm Uhde, em 1912, quando ela tinha 48 anos.
Séraphine sofria de psicose crônica e descobriu na pintura a sua maneira de expressar. Trabalhava como faxineira para Uhde (primeiro comprador de Picasso), até que ficou fascinado quando viu o primeiro quadro de Séraphine, que tinha uma linguagem própria, com cores que ela guardava em segredo como as conseguia.
Esse filme é verdadeiramente comovente. Foi dirigido pelo francês Martin Provost e a atriz Yolande Moreau interpreta magnificamente Séraphine, reconstruindo a história dessa artista que cantava enquanto pintava no chão, à luz de velas. Não quero revelar muito. Sei que muitos já devem ter visto o filme, mas eu não pude resistir em falar dela, que buscava na natureza, no vento, a sua inspiração. É preciso conhecê-la.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

sábado, 12 de novembro de 2011

Bondes de Santa Teresa e de Lisboa

Bonde de Lisboa

Bonde de Santa Teresa
Foto Giuseppe Bizzarri
Fico me perguntado por que as coisas são tão desprezadas no Brasil, como por exemplo os bondinhos de Santa Teresa. O estado de conservação é de dar dó. Vendo os bondes de Lisboa, que estão intactos desde 1901, quando foram fabricados, servem até hoje à população local e aos turistas. Aliás, são uma grande atração turística. Os bondes de Lisboa são capazes de atravessar as ruelas e ladeiras de bairros antigos. Também foram fonte de inspiração para o poeta português Fernando Pessoa e têm a mesma estrutura desde a criação; somente os motores foram trocados. Quando Santa Teresa terá os seus bondinhos de volta? O colorido e a alegria que eles trazem à paisagem carioca são inigualáveis, fora a utilidade de subir e descer as ladeiras de Santa Teresa, nos colocando dentro da pintura que é o Rio. Esperamos que não aconteçam mais acidentes como aquele, por falta de manutenção e por descaso para com a população e com o bem público. Amém!

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