Adorei esse vídeo que mostra um dia de trabalho do artista plástico Tommy Kane. Muito legal vê-lo no local escolhido por ele para fazer seu desenho em nanquim e depois, já em casa, aquarelando o que viu. Vale ver.
Red Hook - a film about Tommy Kane from DannyGregory on Vimeo.
Posso Falar?
O "Posso Falar?" é um blog que aborda temas como: música, poemas, artes plásticas, meio ambiente, literatura, vídeos, cinema, teatro, cultura, tecnologia, fotografia... Sejam bem-vindos e desfrutem. Tirei essa foto em Lumiar.
terça-feira, 13 de março de 2012
sexta-feira, 9 de março de 2012
Jornalista David Massena Assume Secretaria de Cultura em Friburgo
O Jornalista David Massena assume a Secretaria Municipal de Cultura e agora abre-se uma nova etapa para a arte e a cultura friburguenses. Coloquei a entrevista na integra, pois tudo o que ele diz é de grande importância para todos os artistas da região e preferi não fazer cortes. Esperamos que seu empenho para o desenvolvimento da cultura em Friburgo seja como ele, forte e decidido. Leiam a entrevista abaixo.
A Cultura de Nova Friburgo agora tem um novo gestor. Na última semana
tomou posse como secretário municipal de Cultura o jornalista David
Massena. Considerado por muitos um homem polivalente, David tem muita
intimidade com o mundo das artes e da cultura. O jornalista também já
foi bailarino, carnavalesco, jurado de desfiles de escolas de samba e
comentarista de TV e Rádio, isso para citar apenas algumas das
atividades já realizadas pelo novo secretário, que também já esteve á frente da Comunicação da Prefeitura de Nova Friburgo.
Um dos trabalhos mais relevantes do novo secretário de Cultura é a sua
coluna semanal “Em Foco”, no jornal A Voz da Serra. A coluna começou
há mais de 30 anos e já faz parte da rotina dos leitores
friburguenses.
Para David Massena, que lançou recentemente o livro “Até
Quarta-feira”, que traz um histórico detalhado do Carnaval
Friburguense, seu maior orgulho atualmente é poder contribuir cada vez
mais para a cidade que tanto ama e adotou como sua, isso há muitos
anos.
Confira agora uma entrevista com o novo secretário de Cultura de Nova
Friburgo, que pretende fazer uma verdadeira revolução na Cultura e diz
se sentir um guerreiro para enfrentar as dificuldades e espera poder
contar com o apoio da classe artística e da população para fazer uma
gestão de qualidade à frente da Secretaria Municipal de Cultura.
O que representa assumir a Secretaria de Cultura?
É uma grande responsabilidade, prometo fazer o melhor, podem ter
certeza. É uma questão de honra para mim, frente à Secretaria de
Cultura, valorizar os artistas friburguenses. Eu fui artista,
bailarino, ator, logo, me sinto com uma responsabilidade muito grande
de abrir caminhos, fomentar e incentivar a descoberta de novos
talentos. E propiciar que todos os talentos da nossa cidade se sintam
protegidos, e incentivados para que estudem, aconteçam e brilhem cada
vez mais.
Qual o traço mais marcante da Cultura friburguense?
Eu acho que o friburguense tem talento, e isso para todas as vertentes
e segmentos artísticos. Nós temos bailarinos, por exemplo, oriundos de
escolas de dança de Nova Friburgo, que hoje brilham em companhias
internacionais, e isso é uma alegria para nós. Assim como nós temos
artistas brilhantes com exposições fora de Friburgo. Também temos
atores maravilhosos, como Gabriel Borges, que é da nova geração. Na
Orquestra de Metais da Petrobras temos o friburguense Vinícius Lugon,
que está brilhando, e é oriundo das Bandas de Música da nossa cidade.
Não podemos esquecer da Andréia Cavalcante, que faz coaching
(capacitador / recrutador) de atores na TV Globo. Tem também a Eliane
Heringer, que é uma das mestras da cenografia de televisão, que viaja
o mundo inteiro ministrando workshops em diversas redes televisivas da
Europa. Por isso temos que abraçar todos esses talentos, pedir ajuda e
abrir caminhos para os novos que vão surgir e para os que estão aqui,
que muitas vezes precisam apenas de um “empurrãozinho”. Os nossos
artistas precisam muitas vezes de um tratamento com dignidade, apoio,
um bom palco, uma competente mesa de luz, um bom som. Isso para que
todos possam brilhar cada vez mais.
O que a Cultura de Nova Friburgo precisa atualmente?
A Cultura em Nova Friburgo precisa só de “um pouco de óleo nessa
engrenagem”. E o “óleo dessa engrenagem” é a efetiva participação da
população, principalmente da classe artística local. Eu não vou
conseguir realizar efetivamente nada se eu não tiver com os artistas
ao meu lado. Quero ter a alegria de poder propiciar a eles, com
dignidade, a possibilidade de espaços, para que eles evoluam, para que
eles possam apresentar seus trabalhos. Quero ser um ombro amigo, um
ouvido pronto e atento para ouvir suas demandas e necessidades.
O subsecretário de Cultura é um representante da classe artística, abrindo assim um diálogo
democrático entre a classe artística e o poder público.
Qual é o seu maior desafio hoje como secretário de Cultura?
É fazer uma revolução em dez meses. Mas eu não tenho medo. Eu sou
guerreiro e conto com o apoio da classe artística e da população para
isso.
O que você mais gosta de fazer nas horas vagas?
Eu não tenho horas vagas (risos). Eu gosto muito de escrever, ler, de
ouvir as pessoas, contar histórias, ouvir as histórias dessas pessoas.
Elas me servem sempre como um incentivo para mudar o que é necessário
na cidade que eu tanto amo. Eu não sou friburguense de nascimento, mas
sim de coração. Foi em Friburgo que eu fiz a minha vida, a minha
carreira. Eu tenho um orgulho imenso de estar nesta cidade e,
investido nesse cargo (secretário de Cultura), que eu sei que é
passageiro, mas que dentro desse processo de ter sido escolhido, de
ter sido convidado, eu devo ter um pouco de talento e competência para
assumir essa função. Espero poder receber o carinho da população, não
o reconhecimento, mas sim o carinho. Eu quero levar a música, o
teatro, a dança e muito mais para as periferias, para Campo do Coelho,
Varginha, Nova Suíça e todos os bairros. Acho que todos nós precisamos
viver esses bons momentos que só a cultura pode proporcionar. Isso
porque a arte é que é modificadora. O resto molda, mas só a arte é
capaz de modificar o ser humano, capaz de mostrar uma Nova Friburgo
mais bonita. O que nós estamos precisando é isso, principalmente
depois de tudo o que nós passamos, precisamos ter
olhos mais brilhantes, mais esperançosos. Precisamos perceber o azul
do céu de Nova Friburgo, que não tem igual, perceber o talento do
friburguense, assim como a marcante afetividade e a decência do nosso
povo, dessa cidade que quer crescer, que quer caminhar. Eu acho que a
Cultura pode contribuir muito para isso.
A Cultura de Nova Friburgo agora tem um novo gestor. Na última semana
tomou posse como secretário municipal de Cultura o jornalista David
Massena. Considerado por muitos um homem polivalente, David tem muita
intimidade com o mundo das artes e da cultura. O jornalista também já
foi bailarino, carnavalesco, jurado de desfiles de escolas de samba e
comentarista de TV e Rádio, isso para citar apenas algumas das
atividades já realizadas pelo novo secretário, que também já esteve á frente da Comunicação da Prefeitura de Nova Friburgo.
Um dos trabalhos mais relevantes do novo secretário de Cultura é a sua
coluna semanal “Em Foco”, no jornal A Voz da Serra. A coluna começou
há mais de 30 anos e já faz parte da rotina dos leitores
friburguenses.
Para David Massena, que lançou recentemente o livro “Até
Quarta-feira”, que traz um histórico detalhado do Carnaval
Friburguense, seu maior orgulho atualmente é poder contribuir cada vez
mais para a cidade que tanto ama e adotou como sua, isso há muitos
anos.
Confira agora uma entrevista com o novo secretário de Cultura de Nova
Friburgo, que pretende fazer uma verdadeira revolução na Cultura e diz
se sentir um guerreiro para enfrentar as dificuldades e espera poder
contar com o apoio da classe artística e da população para fazer uma
gestão de qualidade à frente da Secretaria Municipal de Cultura.
O que representa assumir a Secretaria de Cultura?
É uma grande responsabilidade, prometo fazer o melhor, podem ter
certeza. É uma questão de honra para mim, frente à Secretaria de
Cultura, valorizar os artistas friburguenses. Eu fui artista,
bailarino, ator, logo, me sinto com uma responsabilidade muito grande
de abrir caminhos, fomentar e incentivar a descoberta de novos
talentos. E propiciar que todos os talentos da nossa cidade se sintam
protegidos, e incentivados para que estudem, aconteçam e brilhem cada
vez mais.
Qual o traço mais marcante da Cultura friburguense?
Eu acho que o friburguense tem talento, e isso para todas as vertentes
e segmentos artísticos. Nós temos bailarinos, por exemplo, oriundos de
escolas de dança de Nova Friburgo, que hoje brilham em companhias
internacionais, e isso é uma alegria para nós. Assim como nós temos
artistas brilhantes com exposições fora de Friburgo. Também temos
atores maravilhosos, como Gabriel Borges, que é da nova geração. Na
Orquestra de Metais da Petrobras temos o friburguense Vinícius Lugon,
que está brilhando, e é oriundo das Bandas de Música da nossa cidade.
Não podemos esquecer da Andréia Cavalcante, que faz coaching
(capacitador / recrutador) de atores na TV Globo. Tem também a Eliane
Heringer, que é uma das mestras da cenografia de televisão, que viaja
o mundo inteiro ministrando workshops em diversas redes televisivas da
Europa. Por isso temos que abraçar todos esses talentos, pedir ajuda e
abrir caminhos para os novos que vão surgir e para os que estão aqui,
que muitas vezes precisam apenas de um “empurrãozinho”. Os nossos
artistas precisam muitas vezes de um tratamento com dignidade, apoio,
um bom palco, uma competente mesa de luz, um bom som. Isso para que
todos possam brilhar cada vez mais.
O que a Cultura de Nova Friburgo precisa atualmente?
A Cultura em Nova Friburgo precisa só de “um pouco de óleo nessa
engrenagem”. E o “óleo dessa engrenagem” é a efetiva participação da
população, principalmente da classe artística local. Eu não vou
conseguir realizar efetivamente nada se eu não tiver com os artistas
ao meu lado. Quero ter a alegria de poder propiciar a eles, com
dignidade, a possibilidade de espaços, para que eles evoluam, para que
eles possam apresentar seus trabalhos. Quero ser um ombro amigo, um
ouvido pronto e atento para ouvir suas demandas e necessidades.
O subsecretário de Cultura é um representante da classe artística, abrindo assim um diálogo
democrático entre a classe artística e o poder público.
Qual é o seu maior desafio hoje como secretário de Cultura?
É fazer uma revolução em dez meses. Mas eu não tenho medo. Eu sou
guerreiro e conto com o apoio da classe artística e da população para
isso.
O que você mais gosta de fazer nas horas vagas?
Eu não tenho horas vagas (risos). Eu gosto muito de escrever, ler, de
ouvir as pessoas, contar histórias, ouvir as histórias dessas pessoas.
Elas me servem sempre como um incentivo para mudar o que é necessário
na cidade que eu tanto amo. Eu não sou friburguense de nascimento, mas
sim de coração. Foi em Friburgo que eu fiz a minha vida, a minha
carreira. Eu tenho um orgulho imenso de estar nesta cidade e,
investido nesse cargo (secretário de Cultura), que eu sei que é
passageiro, mas que dentro desse processo de ter sido escolhido, de
ter sido convidado, eu devo ter um pouco de talento e competência para
assumir essa função. Espero poder receber o carinho da população, não
o reconhecimento, mas sim o carinho. Eu quero levar a música, o
teatro, a dança e muito mais para as periferias, para Campo do Coelho,
Varginha, Nova Suíça e todos os bairros. Acho que todos nós precisamos
viver esses bons momentos que só a cultura pode proporcionar. Isso
porque a arte é que é modificadora. O resto molda, mas só a arte é
capaz de modificar o ser humano, capaz de mostrar uma Nova Friburgo
mais bonita. O que nós estamos precisando é isso, principalmente
depois de tudo o que nós passamos, precisamos ter
olhos mais brilhantes, mais esperançosos. Precisamos perceber o azul
do céu de Nova Friburgo, que não tem igual, perceber o talento do
friburguense, assim como a marcante afetividade e a decência do nosso
povo, dessa cidade que quer crescer, que quer caminhar. Eu acho que a
Cultura pode contribuir muito para isso.

domingo, 4 de março de 2012
A Memória e seus Labirintos
Acabei de ler a crônica de Jô Ramos, no blog MYSELF, sobre o filme "Iris", uma escritora que termina seus dias com Mal de Alzeheimer, interpretada por Judi Dench. Engraçado que estava pensando exatamente sobre as coisas que nos conduzem à vida , como as tratamos quando as escolhemos e depois nos "esquecemos" dessas escolhas. Por vezes, as doenças não dão opções e nos fazem atropelar esses desejos, mesmo sem se querer; por outras, por desvio de percurso, somos obrigados a deixá-los, para seguir rumos inimagináveis.
Nossa memória afetiva, em relação ao que realmente queremos, fica gravada em algum canto e fico pensando se algum dia poderá retomar seu rumo. Com que cores? Com que certeza ou energia? Terá o mesmo corpo? A mesma importância anterior? Só queria que essa resposta fosse dada antes da dor e da ausência das coisas.
Nossa memória afetiva, em relação ao que realmente queremos, fica gravada em algum canto e fico pensando se algum dia poderá retomar seu rumo. Com que cores? Com que certeza ou energia? Terá o mesmo corpo? A mesma importância anterior? Só queria que essa resposta fosse dada antes da dor e da ausência das coisas.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Até Quarta-feira... Laia laia...
O Carnaval está chegando e as bandas e tambores já começaram aqui em Friburgo. Ontem, no Bar América, teve show de samba com com passistas cariocas, que tornaram a cara da segunda-feira menos doída e preguiçosa. Caímos no samba só pra ter o gostinho do que vem pela frente. Espero que o carnaval aqui seja tão animado quanto ontem, até quarta-feira de cinzas.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Amor Atirado
Se atire em mim,
como se uma piscina eu fosse,
pois assim o farei,
no momento em que
reconhecer o meu, o seu amor.
como se uma piscina eu fosse,
pois assim o farei,
no momento em que
reconhecer o meu, o seu amor.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Em Friburgo, Hoje Faz Sol e Faz Dor
Hoje eu gostaria de dar boas notícias a respeito das serra do Rio de Janeiro, mas, infelizmente, esse post será recheado de indignação. Hoje faz um ano que fomos atingidos pela maior tragédia natural do país e, tenho que afirmar, que continuamos aqui vivenciando aqueles triste e marcantes momentos e tudo o que foi destruído continua no mesmo lugar. Pontes e casas ainda fazem o seu papel de recordar o poder destruidor da natureza e o descaso dos governantes. Que papelão!!! Sinto-me indignada de ver, rever e reviver aquelas horas, que se hoje se transformaram em 8760 horas de lembranças sofridas e sem respostas. Famílias inteiras ainda estão em abrigos, vivendo de aluguel social, sem lugar pra morar e olhando as suas casas interditadas, com um número que ainda não foi derrubado. Descaso!!! Ainda se vê encostas como se ainda estivessem em carne viva. Dói!!! Nada foi feito e nada será, sabemos. Como sempre, os poderes não vêem o povo como gente, mas sim como um voto na urna. Execrável!!! Hoje, 12 de janeiro de 2012, faz sol e faz dor.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Distrações
Noutro dia fiquei sabendo de uma história hilária. Era uma conversa entre dois irmãos e a mãe. A menina faz faculdade de marketing, com seus 21 ou 22 anos, mas seu alvo de interesse é comprar, comprar, comprar. Imagino que deve ser muito duro ler um livro. Ter cultura geral, então, nem se fala. Ele, o irmão, conversava com a mãe sobre preservação da natureza e queriam lembrar "o nome daquele que morreu para salvar os seringais". Então, ele se vira para a irmã, que estava fazendo outra coisa, distraída, e pergunta: "qual o nome daquele homem que lutou pelos seringais?" E a menina, de pronto, responde "Jeca-tatu?!!!" Ah, as distrações!!!
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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Parque Aquático em Friburgo! E o Povo?
Enquanto Friburgo desaba com 100 milímetros de chuva, a prioridade do Inea é fazer um Parque Aquático "da maior importância" no Córrego Dantas, lugar que mais sofreu com as chuvas de janeiro e que ainda tem barreiras caídas, casas interditadas, moradores no olho da rua, etc . Me pergunto, importância pra quem? Não há escavadeira que dê jeito nas cabeças dessas pessoas! O ritmo de tartaruga continua e nossos "dirigentes" vão tornar as chuvas igual ao início da dengue no Brasil: "de quem é o mosquito: do município, do estado ou do Estado"? Milhões estão sendo gastos nessa obra. Acho que eles querem fazer de Friburgo um grande Parque Aquático, em sua totalidade territorial. Será que eles conseguirão?
domingo, 27 de novembro de 2011
Fado Agora É Patrimônio Imaterial da Humanidade
Hoje o Fado foi elevado à categoria de Patrimônio Imaterial da Humanidade, pela Unesco, através da declaração do VI Comitê Intergovernamental desta organização internacional. Esse estilo de música, contam, se remete aos cânticos dos Mouros, que permaneceram no bairro da Mouraria, em Lisboa. Sua maior interprete foi sem dúvida Amália Rodrigues, que popularizou o fado com letras de grandes poetas como Luis de Camões, Pedro Homem de Mello, entre outros. As letras sempre falam de amor, ciúme, melancolia, nostalgia, saudade, paixão, arrependimento e são acompanhadas de solos lamentosos da guitarra portuguesa, um belíssimo som. Vale ver e ouvir "Canção do Mar", com Amália Rodrigues.
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