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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Eucaliptos derrubados em Friburgo


Algumas questões levantadas sobre o corte ou poda dos eucaliptos da praça Getúlio Vargas, em Nova Friburgo. Vai vendo.

                                              
a) LAUDOS: Embora a Prefeitura Municipal de Nova Friburgo tenha parceria com a Universidade Federal Fluminense - UFF, a mesma buscou parceria com a Universidade Privada Estácio de Sá para adquirir laudos e realizar prognóstico quanto às podas e cortes das árvores centenárias. Entende-se que laudos de diferentes instituições, inclusive a realização de um terceiro laudo por uma Universidade Federal, poderiam ter sido comparados antes da autorização dos trabalhos. Os prognósticos foram extremamente contraditórios, já que enquanto o laudo do IPHAN orienta o corte de aproximadamente 100 árvores, a Universidade Estácio de Sá orienta o corte de 40 árvores. É de se estranhar uma diferença muito dispare, de 60 árvores, entre um laudo e outro. Também foi divulgado que um dos responsáveis pelo laudo é um engenheiro mecânico, não florestal;
b) DERRUBADAS INDISCRIMINADAS: Com a disponibilização de fotos das árvores cortadas ou podadas em redes sociais, imagens veiculadas na mídia e in loco, observada pelo grupo; que qualquer pessoa que passou pelo local teve acesso, verificou-se que muito provavelmente foram feitos cortes e derrubadas indevidas de indivíduos (árvores) saudáveis, como verificado nas fotos em anexo. Grande parte do material e/ou sua totalidade está sendo manufaturado pela Serraria Melodia, já que se observa em bom estado de conservação;
c) ACOMPANHAMENTO TÉCNICO: Em momento algum verificou-se técnicos da instituição que providenciou os laudos técnicos acompanhando o trabalho de cortes, para que, em casos necessários em que fossem observados a não necessidade de cortá-los ou podá-los, mandassem suspender o serviço. Essa cautela é usual em trabalhos desta natureza. Já que se trata de um bem patrimonial. Foi observado que os trabalhos em seu maior tempo, estavam sendo conduzidos pelo proprietário da Serraria Melodia, sem a presença de engenheiros florestas, botânicos, biólogos, historiadores, arquitetos e/ou técnicos da área da conservação;
d) INVENTÁRIO PATRIMONIAL: A Prefeitura de Nova Friburgo não disponibilizou à população até o presente momento qualquer inventário patrimonial natural de cada indivíduo (árvore), muito menos um planejamento aprofundado e detalhes da operação;
e) EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA: Observou-se que os funcionários que executam o serviço de cortes e podas das árvores são operários comuns, da Serraria Melodia, e não estavam utilizando equipamentos de segurança (EPI´s) obrigatórios para a execução do trabalho, bem como observa-se a falta de sinalização devida, cavaletes de informação, devida disposição das motoserras e circulação contida de tratores e caminhões no recinto definido como de segurança;
f) MANEJO FLORESTAL: A Prefeitura de Nova Friburgo desconsiderou com as derrubadas, as questões Afetivas, Históricas e Culturais das árvores centenárias que compõem a Praça Getúlio Vargas. Nessa situação em que poderia haver uma previsão de comoção, era necessário um processo informativo gradual, contínuo e transparente, e com retiradas intercaladas das árvores doentes e replantios;
g) INEXISTÊNCIA DE RECURSOS PARA A REVITALIZAÇÃO: Foi também divulgado que a PMNF não teria verbas para a revitalização da praça, pois teria perdido os recursos do PRODETUR. Não seria o caso então, de fazer um corte médio e poda, deixando o corte raso (caso necessário) para quando a verba chegar?
h) DIÁLOGO, TRANSPARÊNCIA E AUDIÊNCIA PÚBLICA: Outro ponto necessário; trata-se da imediata abertura à discussão por meio de Audiência Pública, a respeito do projeto de revitalização que está sendo proposto, com publicização contínua, detalhada e transparente para que a população possa ter acesso e participar das decisões de um bem patrimonial;
i) PROCESSO DE LICITAÇÃO: Entendemos ser necessário averiguação quanto ao processo de contratação da “Serraria Melodia”, já que, em caso de um trabalho específico, entendemos que a contratada deveria ser uma empresa reconhecidamente com experiência em Manejo Florestal, e que já tenham atuado em projetos patrimoniais

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

O triste destino da Praça Getúlio Vargas em Friburgo


                                      Foto: Osmar Castro

Vamos combinar que muitos dos Eucaliptos centenários da Praça Getúlio Vargas precisavam de um corte, de uma poda, mas fazer isso que a prefeitura de Nova Friburgo está fazendo, é demais, né não?! O que essa praça representava não só para os moradores, mas para os turistas, era (agora é no passado mesmo) o momento de lazer, de muita sombra para o calor que agora está fazendo na cidade. As árvores, tombadas pelo Patrimônio Histórico, desde a década de 70, não tiveram a atenção dos governos que por aqui passaram e, como se fossem invisíveis ou eternas, não receberam o tratamento adequado e os cuidados para que não tivessem esse triste destino. Triste para os amantes dessa que é (era) uma das praças mais lindas do Rio de Janeiro. E agora?! Sei que é obrigatório o replantio de novas árvores, mas daqui a quanto tempo elas darão sombra, beleza e essa exuberância que eles, os eucalíptos davam à essa coisa, agora, sem graça?
Aqui, o invisível é bem comum, tanto para as pessoas, quanto para as coisas. Aqui, a memória histórica é derrubada sempre, assim como os eucalíptos o são. Não tem importância, entende?!

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